Por Claudio Lopes
Manifestações em mais de 30 cidades reuniram milhares de pessoas em resposta à proposta de anistia ao ex-presidente e a apoiadores dos atos de 8 de janeiro.
O Brasil viveu neste fim de semana uma das maiores mobilizações políticas desde 2022. Em pelo menos 30 cidades, milhares de manifestantes saíram às ruas para protestar contra a possibilidade de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a seus apoiadores envolvidos nos eventos de 8 de janeiro de 2023.
Em São Paulo, a Avenida Paulista concentrou o maior ato: mais de 40 mil pessoas carregaram bandeiras gigantes do Brasil, faixas contra a chamada PEC da Blindagem e cartazes pedindo “sem anistia”. Em Brasília, a Esplanada dos Ministérios foi tomada por grupos organizados de sindicatos e movimentos sociais. No Rio de Janeiro, a mobilização ocupou boa parte do centro da cidade, com críticas à tentativa de esvaziar investigações judiciais.
A repercussão internacional foi imediata. Veículos como o The Guardian destacaram que as manifestações no Brasil foram um recado claro contra medidas de proteção a políticos investigados. Para a comunidade internacional, a mobilização reforça a percepção de que parte significativa da sociedade brasileira rejeita a anistia como solução política.
Bloco Analítico
Força das ruas: A adesão massiva mostra que o tema da anistia não é apenas institucional, mas mobiliza diretamente a sociedade civil.
Embate de narrativas: De um lado, setores que defendem a anistia como forma de pacificação política; de outro, movimentos sociais que a veem como retrocesso democrático.
Impacto no Congresso: O tamanho das manifestações pode influenciar a tramitação da PEC da Blindagem, pressionando parlamentares indecisos.
Olhar internacional: A atenção de veículos estrangeiros sugere que a estabilidade democrática brasileira continua sob observação no cenário global.