📝 O Brasil registrou um número recorde de reclamações contra companhias aéreas no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento do Consumidor.gov.br e dados consolidados pelo Procon. Foram mais de 30 mil queixas, um crescimento de 45% em relação ao mesmo período de 2024 — o maior salto em uma década.
As principais reclamações envolvem atrasos e cancelamentos, seguidas por reembolso lento, overbooking e extravio de bagagens. Em muitos casos, consumidores relatam que ficaram sem assistência mínima, enfrentaram dificuldades no contato com as empresas e foram obrigados a arcar com custos extras para chegar a seus destinos.
O aumento coincide com a alta demanda nas viagens — impulsionada por férias, feriados prolongados e retomada do turismo — e com a expansão de rotas domésticas. No entanto, especialistas afirmam que o setor não investiu de forma proporcional na expansão de tripulação, manutenção de aeronaves e atendimento ao cliente.
📌 Se a situação não for contida, há risco de crescimento nos processos judiciais, desgaste da imagem das marcas e até interferência de órgãos reguladores como a ANAC, que já iniciou a análise de possíveis falhas nos contratos de transporte das empresas.
🔍 Análise Wordingview:
O choque entre demanda explosiva e capacidade operacional mostra que a liberação quase irrestrita de voos deixou lacunas graves na qualidade do serviço. A ANAC precisará intervir com regras mais rígidas ou fiscalizações mais eficazes.
Em paralelo, o aumento das ações individuais e coletivas pode puxar custos para as companhias, sendo repassados ao consumidor via tarifas e taxas extras — um cenário que pode frear o próprio crescimento do tráfego aéreo.
Para o passageiro, fica o alerta: planejamento, seguro viagem e paciência são indispensáveis nesse período de transição. Já para o setor, é hora de decidir se investe em estrutura ou assume os efeitos negativos.