Brasil vai tributar criptomoedas a partir de 2026: fim da isenção do IR preocupa setor


🧭 Introdução

A partir de 2026, investidores em criptomoedas no Brasil perderão a isenção do Imposto de Renda sobre lucros de até R$ 35 mil mensais. A mudança, proposta via medida provisória pelo governo federal, prevê alíquota de 17,5% sobre os ganhos. O mercado reage com preocupação: especialistas apontam retrocesso e descompasso entre política fiscal e inovação.


📊 Resumo da nova regra

📌 Antes (até 31/12/2025) 📌 A partir de 2026

Isenção para lucros até R$ 35 mil Alíquota de 17,5% sobre lucros
Não havia distinção por criptoativo Tributação inclui tokens, stablecoins, etc.


🔎 Impacto no mercado de criptoativos

🔸 Insegurança regulatória

Especialistas alertam que a medida enfraquece a atratividade do Brasil como polo de inovação em blockchain. Pedro Xavier, CEO da Mannah, afirma que o país “cria um ambiente hostil” e deve perder investidores para plataformas internacionais.

“Impor tributação sem marco regulatório claro mostra desconexão com a agenda do Real Digital e da tokenização da economia.” — Pedro Xavier

🔸 Contradição institucional

Enquanto o Banco Central promove iniciativas como o Drex e a digitalização da economia, o fisco adota uma política fiscal restritiva. Isso pode minar a credibilidade das propostas de transformação digital do país.


⚖️ Crítica jurídica

Marcelo Magalhães Peixoto, presidente da APET, reconhece que a medida considera os criptoativos como ativos financeiros. No entanto, critica a ausência de um marco regulatório robusto:

“A arrecadação avança, mas à margem de uma normatização sólida, que o setor precisa.”


📉 Risco fiscal e econômico

Segundo Calil Gedeon, CFO da Monkey, o pacote reflete improviso e eleva a percepção de risco no país:

“Incerteza custa caro. Isso afugenta investimentos, desorganiza planos e força o governo a criar novas compensações que podem piorar a situação fiscal.”


🧠 Análise Wordingview

O movimento do governo visa tapar buracos no orçamento após o recuo do aumento do IOF. No entanto, falta uma estratégia coordenada entre política fiscal e inovação. Tributar criptomoedas sem transparência jurídica e previsibilidade pode comprometer a confiança de um setor vital para o futuro digital do país.

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