Por Claudio Lopes
Com aportes liderados por fundos globais como Founders Fund e Sequoia, legaltechs nacionais ganham espaço no mercado, automatizam tarefas jurídicas e transformam o acesso à justiça.
O ecossistema de inovação brasileiro vive um momento histórico: as legaltechs e lawtechs, startups que unem direito e tecnologia, passaram a captar investimentos milionários e ganhar reconhecimento global.
A startup Enter levantou US$ 35 milhões em rodada liderada pelos fundos Founders Fund e Sequoia Capital, gigantes do Vale do Silício. Avaliada em cerca de R$ 2 bilhões, a empresa já atende companhias como Airbnb, Nubank e Latam, oferecendo soluções de inteligência artificial capazes de automatizar desde a coleta de provas até a detecção de fraudes e a elaboração de documentos jurídicos.
Outro destaque é a Leggal, que recebeu R$ 1,7 milhão de investidores da Anjos do Brasil, Mastercard e OLX. Seu produto “Legal Care” se apresenta como benefício corporativo, oferecendo suporte jurídico contínuo a funcionários de empresas parceiras — modelo inovador que conecta direito e recursos humanos.
A Inspira projeta dobrar de tamanho em 2025 após aporte da Wayra Brasil. Já a Aleve LegalTech Ventures, primeira venture builder especializada em legaltechs no Brasil, ampliou seu portfólio para 13 startups e busca valuation de R$ 400 milhões até o fim do ano.
A lista segue com iniciativas como Cria.AI, que recebeu investimento da Preâmbulo Tech e projeta valuation de R$ 100 milhões, e soluções já consolidadas como Legalcloud, eLaw e ZapSign — todas voltadas a desburocratizar o sistema jurídico nacional.
Bloco Analítico
Transformação estrutural: As legaltechs estão rompendo barreiras históricas do setor, marcado pela morosidade e pela burocracia.
Atratividade global: Fundos como Sequoia e Founders Fund não aportam capital por acaso — o interesse em startups brasileiras mostra que o país tem potencial de liderar a inovação no setor jurídico emergente.
Impacto social: Ao democratizar serviços, startups como Leggal e Cria.AI podem ampliar o acesso à justiça, tornando consultoria e documentos jurídicos mais acessíveis.
Desafios regulatórios: O avanço rápido da IA exige segurança e transparência para proteger dados sensíveis e garantir a confiabilidade das decisões.